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Analisar as notícias

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Fazer uma boa leitura do mercado inclui acompanhar notícias sobre a economia, a Bolsa em particular e os resultados trimestrais e anuais das empresas.
Isto permite-nos analisar a reacção das multidões e gerar ferramentas para construir a nossa estratégia através do estudo das causas e dos efeitos de curto, médio e longo prazo.
Hoje em dia podemos receber notícias ao segundo vindas de milhares de fontes mas é necessário lembrar que algumas, como os relatórios de contas, reportam-se ao passado e não ao dia em que são divulgados.
O grande problema é distinguir o que é informação e o que é manipulação. Só dados extremamente objectivos são usados pelos investidores profissionais, que desenvolvem a capacidade de detectar conteúdos manipuladores.

Por exemplo, no mês de Janeiro as empresas cotadas começam a fazer aparecer os seus resultados do último trimestre do ano anterior, bem como os resultados de todo o ano que passou.
Muitos deles são excelentes mas, à data da sua divulgação a Bolsa pode encontrar-se em forte queda e a compra é complicada.

Vamos analisar brevemente uma série de notícias, em especial alguns casos extremos onde será possível começar a perceber algumas causas e efeitos em situações concretas:

  • 13 de Maio de 2004: A Shatz & Nobel anuncia que vai processar, em nome dos investidores, a Krispy Kreme Doughnuts pelos seus dirigentes alegadamente veicularem informação fraudulenta sobre a real situação financeira da empresa. As acções, que em Abril estavam acima de 30 dólares, caem com o anúncio para $22.75, iniciando depois uma longa descida que iria ignorar a excelente subida geral do mercado a partir de 12 de Agosto de 2004. O problema principal da Krispy Kreme era a sua péssima gestão. Em 18 de Janeiro de 2005, perante a notícia de que o director executivo da empresa seria afastado para dar lugar a Stephen Cooper (o homem contratado para recuperar a Enron), a cotação saltou para cima em 89 cêntimos, cerca de 10%, ao fecho da sessão.
  • 24 de Janeiro de 2005: Os ganhos da Merck descem 21% no quarto trimestre de 2004, para 1.1 biliões de dólares, devido a um estudo realizado pela própria empresa que a leva a retirar do mercado o medicamento Vioxx. No entanto, a Merck anuncia que as vendas dos seus quatro produtos de topo subiram quase 20%. Em 29 de Setembro de 2004 as acções da Merck estavam cotadas a $45.07. Um dia a seguir o estudo é divulgado e a cotação desce para um valor assustador de $33. Em 9 de Novembro estavam a $26, altura em que começaram a subir de novo, mas a 24 de Janeiro de 2005 ainda estavam a $29.85.

As farmacêuticas são geralmente um bom investimento de longo prazo, mas estão sujeitas a bastantes processos em tribunal.
A Merck reservou recursos para pagar indemnizações aos lesados.

  • 24 de Janeiro de 2005: A Netflix Inc. reporta que o seu lucro duplicou no quarto trimestre devido a um grande aumento de novos subscritores do seu serviço. As acções subiram 10 cêntimos para $11.14. No dia seguinte quase atingiram $13 e voltaram a descer, ao longo da sessão, ficando em $11.33.
  • 24 de Janeiro de 2005: O director executivo da PalmOne vai exonerar-se em Fevereiro. Depois de alguns anos na empresa, Todd Bradley deixa um trabalho que estava a desenvolver com excelentes resultados. As acções da PalmOne desvalorizam 4.4% no dia 24, para $26.59. No dia seguinte desvalorizam mais 9.10%. A saída de um bom director executivo é geralmente mal vista e criadora de incerteza. Embora a PalmOne esteja em muito boas condições em Janeiro de 2005, não existem suficientes garantias de que o próximo director é um substituto à altura.
  • 25 de Janeiro de 2005: Lucros trimestrais da Avaya mais que triplicaram na sequência de forte procura de equipamento de telecomunicações. A Avaya reporta um lucro trimestral de 31 milhões de dólares que correspondem a 7 cêntimos por acção, em comparação com os 10 milhões (2 cêntimos por acção) de um ano atrás. Os investidores parecem estar a ignorar esta empresa e sua cotação tem vindo a acompanhar a tendência geral de queda do mercado, que se faz sentir desde o primeiro dia do ano. Na verdade, embora haja boas perspectivas para o consumo de tecnologias em 2005, os investidores já fizeram cair os índices tecnológicos em 10% desde o início do ano.
  • 25 de Janeiro de 2005: EMC Corp. apresenta 46% de subida nos lucros do último trimestre. É o sexto trimestre consecutivo a mostrar subidas na casa dos dois dígitos. O lucro anual da EMC passa a ser de 871 milhões de dólares (36 cêntimos por acção) que representam 76% de subida relativamente ao ano anterior. A EMC também acompanha a tendência de queda nas cotações.
  • 2 de Fevereiro de 2005: A Wild Oats subiu 7.1% logo que a J.P. Morgan classificou o título em baixa. A situação da empresa leva os analistas a acreditar que alterações importantes vão ser operadas na empresa em breve.
  • 2 de Fevereiro de 2005: A Google, Inc., empresa do maior motor de busca da Internet, pondera pagar 260.000 euros a Louis Vuitton por motivo de violação de marca registada. O tribunal de Paris considerou haver prejuízos e ordenou a Google a deixar de mostrar empresas concorrentes quando os seus utilizadores pesquisam a palavra «Vuitton». As acções da Google cairam 4,1%.
Da análise destas notícias constatamos o que faz mexer a mente dos investidores e facilmente concluímos que o mercado é muito susceptível a opiniões de analistas, reagindo a possibilidades não confirmadas. Isto quer dizer que o investimento a muito curto prazo está sujeito a emoções e reacções impulsivas. Muitas vezes o facto do preço subir ou cair já é motivo para comprar ou vender imediatamente. Dependendo da nossa forma de trabalhar, isto pode não nos deixar muitas bases para uma análise fria e fundamentada, sendo necessário mais tempo para que haja correcção destes fenómenos.

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