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Artigo de Bolsa: Na bolsa não existem milagres nem gurus

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Navegando no blog, escola de bolsa, li um excelente artigo, na bolsa não existem milagres nem gurus.
Todo o investidor deverá ler atentamente este artigo.
Se você é "novato", é obrigatório ler o artigo, ele lhe evitará muitos "problemas" no futuro.
A leitura é obrigatória para todos aqueles investidores que procuram conselhos ou dicas de investimentos, para todos os investidores que frequentam fóruns de investimentos.

O artigo na bolsa não existem milagres nem gurus, "abre os olhos" ao investidor.
Aqui fica o artigo do Marco Dias (Escola de bolsa) na íntegra:

Na bolsa não existem milagres, muito menos gurus.
Se acha que conhece algum guru, iluminado, perito, sábio, expert, mago que faz maravilhas na bolsa, olvide tal (esqueça isso), tal não é verdade, tal não existe.
Se alguém lhe transmitiu a ideia de que a bolsa é um palco de milagres, digo-lhe que essa pessoa está errada, aconselho a que não acredite nisso.

Muita gente supõe que ganhará inevitavelmente se seu dinheiro estiver em boas mãos (gurus), tal não é verdade pois não existe quem ganhe sempre (consistentemente) e porque tais "gurus de bolsa" estarão sempre dependentes das condições do mercado (como o comum dos mortais).

Se receber um conselho de investimento de um desses iluminados da bolsa (que você confie) tenha em mente que ele tem limitações e está dependente do mercado.
Para analisar, avaliar adequadamente o conselho que lhe foi dado, você deve compreender qual o espaço temporal e condições do mercado para tal conselho de investimento.

Se espera que algum guru de bolsa lhe dê uma palavra "miraculosa" para seus investimentos, o melhor é sentar-se pois de pé vai cansar-se.
Desconfie quando lhe disserem coisas fantabulosas (fantásticas + fabulosas) tais como ganhos elevadíssimos garantidos, sistemas de negociação infalíveis, etc.

Como a grande maioria dos meus leitores aprecia o curto prazo para negociar e como os investidores mais novos também se deixam levar por este espaço temporal pensando que conseguem resultados mais avultados e mais rápidos, vou deixar aqui um exemplo (Bernard Baruch) do que eu pretendo desmistificar.
Bernard Baruch, que eu considero ser um excelente trader, considerado por muitos como um guru, disse que se sentia muito satisfeito se acertasse 40% dos trades desde que perdesse pouco nos restantes 60% (trades negativos).
Medite bem no que foi dito por Bernard Baruch.

Saliento que quando o mercado está favorável, aparecem gurus de bolsa, mas nesse momento qualquer um pode ganhar, seja guru ou inculto da bolsa.
Melhor que esperar por milagres ou sábios conselhos, aprenda a investir, confie em si e decida por si.
Autor do artigo: Marco Dias (Escola de bolsa)
Link para o artigo original: Veja aqui.

Comissões de corretagem podem ser despesas significativas

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As comissões de corretagem {comissões cobradas quando se compra e vende} são pequenas despesas que por vezes passam despercebidas aos investidores precisamente por serem valores pequenos comparados com o valor investido.
O problema é que ao fim de um ano essas despesas podem ser significativas, podem mesmo ter um impacto considerável na carteira de investimentos. Sobretudo quem gosta de negociar no curtíssimo prazo deve fazer atenção a estas despesas.

Vou apresentar 2 exercícios, exemplos, para que se possa perceber o impacto que tais comissões podem ter na carteira de investimentos.

Exercício nº 1 sobre comissões de corretagem:
Valor da carteira de investimentos: 18.000€
Comissão cobrada quando se compra: 5€
Comissão cobrada quando se compra: 5€
(Quando um investidor concluí ou fecha um negócio significa que gastou 10,00€ {5+5} )

Imaginemos que o investidor (ou especulador, se preferirem) efectua uma média de 15 negócios (compra + venda) por mês.
Total de comissões - mês : 15 x 10€ = 150€
Total de comissões - ano: 12 x 150€ = 1.800€
Como se pode perceber, ao fim de 1 ano as comissões de corretagem têm um impacto de 10% na carteira de investimentos {1.800€ é 10% de 18.000€}.

Repare que :
- Se a carteira fosse de 12.000€ o impacto das comissões teria sido de 15%.
- Se a carteira fosse de 9.000€ o impacto das comissões teria sido de 20%.
- Se a carteira fosse de 36.000€ o impacto das comissões teria sido de 5%.

Exercício nº 2 sobre comissões de corretagem:
(como existem investidores {traders} que gostam de fazer muitos negócios, gostam de negociar no curto prazo ou mesmo daytrading aqui fica um exemplo para eles)
Neste exercício usarei os mesmos dados do anterior exercício, só aumentando o nº de negócios efectuados.
Carteira: 18.000€
Comissões de cada negócio fechado: 10€ {5+5}
Imaginemos que o investidor {trader} efectua uma média de 30 negócios (compra + venda) por mês.
Total de comissões - mês : 30 x 10€ = 300€
Total de comissões - ano: 12 x 300€ = 3.600€
Como se pode perceber, ao fim de 1 ano as comissões de corretagem têm um impacto de 20% na carteira de investimentos {3.600€ é 20% de 18.000€}.

Repare que :
- Se a carteira fosse de 12.000€ o impacto das comissões teria sido de 30%.
- Se a carteira fosse de 9.000€ o impacto das comissões teria sido de 40%.
- Se a carteira fosse de 36.000€ o impacto das comissões teria sido de 10%.

Concluindo eu diria que as pequenas despesas com comissões de corretagem podem tornar-se em despesas significativas e que por tal o investidor deve fazer contas para saber o impacto que as mesmas terão na sua carteira de investimentos.
O investidor deve ponderar que fazendo muitos negócios {overtrading} as comissões de corretagem pesam na carteira. O overtrading é bom negócio sobretudo para as corretoras.
O tamanho da carteira também contribui para que as comissões versus nº de negócios pesem mais ou menos.

Se tem uma "carteira pequena" pense 2 vezes antes de fazer muitos negócios, aproveito também para informar que fazer muitos negócios no curto prazo é extremamente desgastante psicologicamente.
Bons trades,
Marco Dias Cunha (Escola de Bolsa)

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